Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social, ministro será um dos coordenadores do projeto eleitoral petista e ficará encarregado de reforçar a articulação com lideranças políticas e movimentos sociais
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT), será um dos coordenadores da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição em 2026. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (20) pela assessoria do ministério, que atribuiu ao auxiliar de Lula um “papel estratégico na condução política do projeto eleitoral”, com a missão de ampliar o diálogo com lideranças partidárias, governadores, prefeitos e movimentos sociais.
A escolha coloca Wellington Dias de volta no centro da engrenagem eleitoral do PT. Em 2022, ele já havia atuado como coordenador nacional da campanha que levou Lula de volta ao Palácio do Planalto e, depois da vitória, assumiu o comando do Ministério do Desenvolvimento Social, uma das áreas mais sensíveis do governo.
Com longa trajetória política, Wellington chega à nova função com peso acumulado em diferentes frentes. Ele foi vereador de Teresina, deputado estadual, deputado federal, senador e governador do Piauí em mais de um mandato, além de ter retornado ao Senado após a eleição de 2022. O histórico ajuda a explicar por que é tratado dentro do PT como um nome de confiança para articulação política e construção de alianças.
Nos bastidores, a entrada de Wellington na coordenação reforça o movimento de antecipação da campanha lulista, num momento em que o PT começa a organizar seus palanques estaduais e a reposicionar ministros e aliados para a disputa de outubro. Reportagens publicadas nas últimas semanas já apontavam o ministro como peça importante na montagem da estratégia petista, especialmente no Nordeste, região considerada decisiva para o projeto de reeleição.
A decisão também dá ao ministro um papel político ainda mais amplo em 2026. Além de seguir à frente de uma pasta com forte capilaridade social, Wellington Dias passa a integrar o núcleo responsável por sustentar a base política de Lula e por ampliar a interlocução com setores considerados estratégicos para a campanha.



