Blog

  • Russell domina na Austrália e dá vitória à Mercedes na abertura da Fórmula 1 2026

    Russell domina na Austrália e dá vitória à Mercedes na abertura da Fórmula 1 2026

    Britânico lidera dobradinha da Mercedes com Antonelli em segundo; Leclerc completa o pódio em corrida marcada pela estreia do novo regulamento técnico.

    O britânico George Russell começou a temporada 2026 da Fórmula 1 em grande estilo ao vencer o Grande Prêmio da Austrália disputado neste domingo (8). Com uma atuação consistente do início ao fim, o piloto garantiu a primeira vitória do ano e colocou a Mercedes-AMG Petronas Formula One Team no topo do pódio logo na abertura do campeonato.

    A corrida, realizada no tradicional circuito de Albert Park Circuit, em Melbourne, também terminou com dobradinha da equipe alemã. O jovem italiano Kimi Antonelli cruzou a linha de chegada na segunda posição, confirmando um fim de semana extremamente positivo para a Mercedes.


    O pódio foi completado pelo monegasco Charles Leclerc, que garantiu o terceiro lugar para a Scuderia Ferrari após uma corrida estratégica e consistente.
    Apesar do domínio da Mercedes, a prova também ficou marcada pelas primeiras reações dos pilotos ao novo regulamento técnico introduzido nesta temporada.

    O britânico Lando Norris comentou sobre a sensação de “artificialidade” no comportamento dos novos carros, enquanto o tricampeão mundial Max Verstappen demonstrou insatisfação com o desempenho da Red Bull Racing na etapa inicial.

    A corrida australiana abriu oficialmente o calendário da temporada e já deixou claro que o campeonato de 2026 promete disputas intensas entre as principais equipes. Com a vitória, Russell larga na frente na briga pelo título e reforça o retorno da Mercedes como forte candidata ao topo da categoria neste novo ciclo da Fórmula 1.

  • Imóveis do Minha Casa, Minha Vida são usados como hospedagem turística em áreas centrais de São Paulo

    Uma investigação da BBC News Brasil revelou que imóveis financiados pelo programa habitacional Minha Casa, Minha Vida estão sendo utilizados como hospedagem temporária para turistas em bairros centrais e valorizados da cidade de São Paulo. As residências, que deveriam servir como moradia para famílias de baixa renda, têm sido anunciadas em plataformas de aluguel de curta temporada, como o Airbnb.

    Como deve ser um imóvel do Minha Casa, Minha Vida?

    Tradicionalmente associado à construção de casas em regiões periféricas, o programa federal passou a financiar também empreendimentos em áreas centrais da capital paulista nos últimos anos. A iniciativa buscava ampliar o acesso à moradia em regiões com maior oferta de serviços, empregos e infraestrutura urbana.

    No entanto, a investigação aponta que parte dessas unidades não está sendo usada como residência permanente. Em vez disso, alguns proprietários ou beneficiários estariam transformando os apartamentos em hospedagens para visitantes temporários, prática que contraria regras municipais e, em alguns casos, também as normas do próprio programa.

    Os beneficiários da faixa 1 do programa — destinada a famílias com renda de até R$ 2.850 — têm obrigação legal de morar no imóvel adquirido com o financiamento. Já nas demais faixas do Minha Casa, Minha Vida, a legislação federal não proíbe explicitamente a locação temporária.

    Mesmo assim, a Prefeitura de São Paulo estabelece restrições claras: imóveis classificados como Habitação de Interesse Social (HIS) e Habitação de Mercado Popular (HMP) — categorias que representam a maioria das unidades financiadas pelo programa na cidade — não podem ser anunciados em plataformas de aluguel de curta duração.

    A reportagem do jornalista João Fellet identificou estratégias usadas para burlar essas regras. Entre elas estão anúncios feitos por intermediários, uso de perfis diferentes nas plataformas e registros que dificultam a identificação direta do imóvel como unidade destinada à habitação popular.

    Especialistas alertam que o desvio de finalidade pode comprometer o objetivo do programa habitacional, que é reduzir o déficit de moradia e garantir acesso à casa própria para famílias de baixa renda. Ao serem transformados em hospedagem turística, esses imóveis deixam de cumprir sua função social e contribuem para pressionar ainda mais o mercado imobiliário nas regiões centrais da cidade.

  • Paysandu segura o Remo no Mangueirão e conquista o 51º título do Campeonato Paraense

    Paysandu segura o Remo no Mangueirão e conquista o 51º título do Campeonato Paraense

    Após vitória no jogo de ida, Papão empata sem gols no clássico Re-Pa e amplia vantagem como maior campeão estadual.

    O Paysandu Sport Club conquistou neste domingo (8) mais um capítulo importante de sua história ao levantar o troféu do Campeonato Paraense. Diante de um Clube do Remo combativo, o Papão empatou por 0 a 0 no Estádio Mangueirão, em Belém, resultado suficiente para garantir o título graças à vitória por 2 a 1 no jogo de ida.


    A decisão foi marcada por muita intensidade, característica tradicional do clássico Re-Pa, um dos maiores confrontos do futebol brasileiro. As duas equipes criaram oportunidades ao longo da partida, mantendo a tensão entre os torcedores que lotaram o Mangueirão para acompanhar a final.
    O momento mais polêmico aconteceu na segunda etapa, quando o Remo chegou a balançar as redes com o atacante Yago Pikachu. No entanto, após revisão do árbitro com o auxílio do VAR, o lance foi anulado por impedimento, mantendo o placar zerado até o apito final.
    Com a conquista, o Paysandu chega ao 51º título do Campeonato Paraense, ampliando sua vantagem como maior campeão do estado. O Remo, por sua vez, permanece como o segundo maior vencedor da competição, com 48 troféus, mantendo viva uma das rivalidades mais tradicionais do país.


    Após a decisão, as equipes voltam suas atenções para os próximos compromissos da temporada. O Paysandu se prepara para a sequência da Copa do Brasil, enquanto o Remo segue focado em suas campanhas nas competições nacionais, buscando recuperação após a derrota na final estadual.

  • Prisão de Daniel Vorcaro aumenta tensão em Brasília e expõe rede de relações políticas

    Prisão de Daniel Vorcaro aumenta tensão em Brasília e expõe rede de relações políticas

    A prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, reacendeu um clima de tensão nos bastidores de Brasília que analistas políticos dizem não ser visto desde a Operação Lava Jato. Vorcaro foi detido novamente no dia 4 de março durante uma nova fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal.

    A investigação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, resultou na extração de mensagens do celular do banqueiro. O conteúdo revelou uma ampla rede de contatos que atravessa diferentes campos políticos — da direita à esquerda, passando pelo Centrão e também por integrantes do Judiciário.

    A possibilidade de que Vorcaro firme uma delação premiada aumentou a apreensão entre lideranças políticas. Para o cientista político Lucas de Aragão, sócio da consultoria Arko Advice, o cenário atual é um dos mais delicados dos últimos anos na capital federal.

    Entre os diálogos obtidos pela investigação, aparecem mensagens que indicam proximidade com o senador Ciro Nogueira, presidente do Progressistas e ex-ministro do governo Jair Bolsonaro. Em conversas, Vorcaro se referia ao parlamentar como “um dos meus grandes amigos de vida”.

    Ciro Nogueira coloca em xeque viabilidade eleitoral de Flávio | Política |  Valor Econômico

    Segundo os registros, o banqueiro comemorou uma proposta de emenda defendida por Nogueira que ampliaria a garantia do Fundo Garantidor de Créditos de R$ 250 mil para R$ 1 milhão — medida que, segundo ele, seria uma “bomba atômica no mercado financeiro” por favorecer diretamente o Banco Master. Nogueira negou proximidade com o empresário e afirmou que as acusações são “uma mentira fabricada”.

    As mensagens também mostram que Vorcaro mantinha acesso a integrantes do atual governo. Em dezembro de 2024, ele participou de uma reunião no Palácio do Planalto, levada pelo ex-ministro Guido Mantega, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo.

    De acordo com o governo, a reunião ocorreu fora da agenda oficial e tratou de reclamações sobre a concentração do sistema bancário brasileiro. O Planalto afirmou que Lula apenas orientou que o tema fosse analisado tecnicamente pelo Banco Central.

    A rede de conexões também alcança figuras do campo bolsonarista. Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro e investigado na operação, foi o maior doador pessoa física da campanha presidencial de Bolsonaro em 2022, com R$ 3 milhões.

    Aeronaves associadas ao banqueiro também teriam sido utilizadas por aliados da direita, como o deputado Nikolas Ferreira durante as últimas eleições. O parlamentar afirmou que, na época, não havia qualquer suspeita pública envolvendo Vorcaro.

    Outros nomes conhecidos também aparecem nas mensagens, incluindo o ex-governador de São Paulo João Doria, que enviou uma mensagem ao banqueiro pedindo uma conversa reservada. A assessoria de Doria confirmou o contato, afirmando tratar-se apenas de um gesto cordial.

    A defesa de Vorcaro afirma que a prisão preventiva foi decretada sem que a equipe jurídica tivesse acesso prévio aos elementos que justificaram a medida. O advogado Roberto Podval também criticou o envio das conversas para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, alegando que a intimidade de diversas pessoas está sendo exposta.

    Especialistas avaliam que o caso revela uma nova dinâmica de poder no país. Para o analista político Creomar de Souza, da consultoria Dharma Political Risk, a investigação mostra que redes de influência hoje atravessam diferentes campos ideológicos.

    Segundo ele, o episódio se assemelha a “balançar um pé de jaca”, em que diferentes personagens acabam surgindo nas investigações. Analistas destacam que, com o aumento do poder do Congresso e do Judiciário desde 2014, esquemas políticos e financeiros passaram a envolver múltiplos atores e instituições — e não apenas o Executivo federal.

    Diante da possibilidade de novas revelações, o caso Banco Master continua provocando forte apreensão em Brasília e pode desencadear novos desdobramentos políticos nas próximas semanas.

  • Semana eletrizante no esporte mundial: grandes competições prometem agitar torcedores

    Semana eletrizante no esporte mundial: grandes competições prometem agitar torcedores

    Champions League, NBA e torneios de tênis movimentam o calendário internacional e mantêm fãs atentos a decisões e confrontos de alto nível.

    O calendário esportivo internacional começou a semana em ritmo acelerado, com competições de alto nível atraindo a atenção de torcedores em diferentes partes do planeta. Grandes ligas e torneios entram em fases decisivas, prometendo confrontos intensos e momentos marcantes para os fãs do esporte.

    Entre os destaques está o BNP Paribas Open, tradicional torneio disputado em Indian Wells, nos Estados Unidos. Considerado um dos mais importantes eventos fora dos torneios de Grand Slam, a competição reúne alguns dos principais nomes do circuito mundial e costuma oferecer partidas de alto nível técnico.


    No basquete, a reta final da temporada regular da National Basketball Association intensifica a disputa por vagas nos playoffs. As equipes buscam garantir posições mais favoráveis na tabela, aumentando o nível de competitividade e a expectativa dos torcedores para a fase decisiva da liga.


    Já no futebol europeu, os confrontos eliminatórios da UEFA Champions League entram em momentos decisivos. Os clubes mais tradicionais do continente disputam cada vaga com intensidade máxima, mantendo viva a corrida pelo troféu mais cobiçado do futebol europeu.


    Enquanto isso, nos bastidores do futebol mundial, seleções e federações também começam a intensificar o planejamento para a Copa do Mundo FIFA de 2026, que será realizada em conjunto por Estados Unidos, Canadá e México. O torneio já desperta expectativas e movimenta preparativos para o maior evento do futebol internacional.
    Com diferentes modalidades em evidência e competições entrando em fases decisivas, a semana promete manter os fãs conectados a grandes espetáculos esportivos ao redor do mundo

  • Mato Grosso do Sul registra mais de 52 mil atendimentos com práticas integrativas no SUS entre 2024 e 2025.

    Mato Grosso do Sul registra mais de 52 mil atendimentos com práticas integrativas no SUS entre 2024 e 2025.

    Em dois anos, Mato Grosso do Sul supera 50 mil atendimentos com Práticas Integrativas e Complementares na rede pública.

    Mato Grosso do Sul registrou mais de 52 mil atendimentos em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) no Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro de 2024 e novembro de 2025. Entre os serviços oferecidos na rede pública estão práticas como acupuntura, auriculoterapia, aromaterapia e outras terapias integrativas.

    Os dados são da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde (SAPS/MS) e foram extraídos do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB).

    No período analisado, foram registrados 20.831 procedimentos entre janeiro e novembro de 2024 e 31.874 atendimentos no mesmo intervalo de 2025, totalizando 52.705 registros no sistema nacional de monitoramento da Atenção Primária.

    Com a ampliação da oferta e o aumento no registro desses atendimentos, Mato Grosso do Sul ocupa atualmente a terceira posição no ranking nacional de taxa de atendimentos cadastrados na Atenção Primária à Saúde (APS).

    Crescimento dos atendimentos

    Entre as práticas mais registradas em Mato Grosso do Sul, a auriculoterapia concentra o maior número de atendimentos. Em 2024, foram contabilizados 14.165 procedimentos, seguida pela acupuntura com inserção (2.810), aromaterapia (1.134), acupuntura com ventosa ou moxa (571) e eletroestimulação (387).

    Também houve registros de atendimentos em cromoterapia (296), geoterapia (157), musicoterapia (148), antroposofia aplicada (92), massoterapia (62), constelação familiar (58) e osteopatia (49).

    Em 2025, os dados indicam continuidade no crescimento da oferta dessas práticas. A auriculoterapia manteve a liderança, com 21.742 atendimentos, seguida por acupuntura com inserção (4.285), aromaterapia (2.517), medicina tradicional chinesa (MTC) (1.051), acupuntura com ventosa ou moxa (627) e yoga (40).

    Municípios ampliam oferta

    Entre os municípios com maior volume de atendimentos em 2024 estão Campo Grande, Aquidauana, Jateí, Dourados e Corumbá. Já em 2025, além da capital, cidades como Terenos, Rio Brilhante e Três Lagoas ampliaram de forma significativa a oferta dessas práticas na Atenção Primária.

    Somente em Campo Grande foram registrados 7.412 atendimentos de auriculoterapia em 2024. Em 2025, o número subiu para 10.703 procedimentos na mesma prática, além de 1.372 atendimentos em acupuntura com inserção.

    Formação voltada à Atenção Primária

    Em Mato Grosso do Sul, as capacitações promovidas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) são voltadas exclusivamente para médicos da Atenção Primária, especialmente aqueles que atuam nas Unidades de Saúde da Família. O objetivo é incorporar a acupuntura como uma ferramenta complementar de cuidado integral e humanizado dentro do SUS.

    A formação ocorre em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e inclui atividades presenciais e remotas, contribuindo para fortalecer a qualificação técnica dos profissionais da rede pública.

    A responsável pela área técnica das PICS na SES, Patrícia Mecatti, explica que a ampliação dessas práticas faz parte de uma política estruturada de saúde pública.

    “O investimento nas Práticas Integrativas tem como foco a redução da dor crônica, a melhoria da qualidade de vida e a desmedicalização dos usuários do SUS. Em Mato Grosso do Sul, trabalhamos para que, até 2027, pelo menos 70% dos municípios ofereçam ao menos uma prática integrativa à população”, afirma.

    Regulamentação fortalece expansão da prática

    A expansão da acupuntura no Brasil ocorre paralelamente à regulamentação nacional da atividade. Em 13 de janeiro de 2026, foi sancionada a Lei nº 15.345/2026, que regulamenta o exercício profissional da acupuntura no país, estabelecendo critérios de formação, reconhecimento profissional e exigência de qualificação específica para atuação.

    Com a nova legislação federal, a prática passa a contar com regras mais claras para o exercício profissional, garantindo maior segurança aos pacientes e respaldo técnico aos profissionais habilitados. A norma reconhece a atuação multiprofissional, exige formação específica ou especialização reconhecida e define critérios para a validação de diplomas estrangeiros.

    A regulamentação também contribui para ampliar o acesso da população à prática dentro do Sistema Único de Saúde, fortalecendo a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), em vigor desde 2006.

  • Ministério da Saúde antecipa medidas diante da previsão de aumento de vírus respiratórios entre abril e julho.

    Ministério da Saúde antecipa medidas diante da previsão de aumento de vírus respiratórios entre abril e julho.

    SES orienta municípios a intensificarem a vigilância e a vacinação diante do aumento de casos de síndromes gripais.

    Com a proximidade do período de maior circulação de vírus respiratórios, geralmente entre abril e julho, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) orienta os municípios de Mato Grosso do Sul a reforçarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede de atendimento.

    A medida busca preparar o sistema de saúde para um possível aumento de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) durante os próximos meses.

    Com a aproximação do período de maior circulação de vírus respiratórios, geralmente entre os meses de abril e julho, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) orienta os municípios de Mato Grosso do Sul a reforçarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede assistencial.

    O objetivo é preparar o sistema de saúde para um possível aumento de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) durante esse período.

    Historicamente, os meses mais frios apresentam maior circulação de vírus respiratórios, como Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus.

    Embora o coronavírus responsável pela Covid-19 não siga um padrão sazonal tão definido quanto outros vírus respiratórios, sua alta capacidade de transmissão, aliada à intensa circulação de pessoas, pode favorecer o aumento de casos ao longo do ano — inclusive fora do período mais frio.

    Diante desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) recomenda que os gestores municipais se preparem com antecedência para garantir respostas rápidas caso ocorra aumento na demanda por atendimento nas unidades de saúde.

    Entre as orientações está a organização prévia dos fluxos de identificação de casos, coleta de amostras e notificação oportuna de ocorrências de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). As ações devem seguir as Notas Técnicas Estaduais e o Guia de Vigilância Integrada da Covid-19, Influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública.

    A SES também destaca a importância da integração entre as equipes de vigilância epidemiológica e os serviços assistenciais, garantindo que os pacientes recebam atendimento e tratamento adequados mesmo antes da confirmação laboratorial.

    Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o planejamento antecipado é essencial para reduzir impactos no sistema de saúde.

    “Nosso objetivo é agir antes de um aumento expressivo de casos. Estamos orientando os municípios a revisarem seus fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado. A prevenção começa com planejamento e resposta rápida”, afirmou.

    A secretaria reforça ainda que a vacinação contra Influenza e Covid-19 continua sendo a medida mais eficaz para evitar complicações, hospitalizações e mortes relacionadas às infecções respiratórias. Além de proteger individualmente, a imunização também contribui para reduzir a circulação dos vírus na comunidade.

    A recomendação é que a população procure as unidades de saúde para manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente os grupos considerados mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.

    Para a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, ampliar a cobertura vacinal neste momento é fundamental.

    “A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir casos graves. Precisamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta atualizada, principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades”, destacou.

    Monitoramento e tratamento precoce

    O monitoramento contínuo da circulação dos vírus respiratórios também é apontado como uma das principais estratégias de controle e prevenção. A identificação dos agentes responsáveis pelas infecções permite avaliar como os vírus estão se espalhando e quais grupos populacionais estão sendo mais afetados, orientando medidas de saúde pública mais eficazes.

    A gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, destaca que iniciar o tratamento rapidamente é essencial para evitar a evolução para quadros mais graves.

    Segundo ela, casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e também casos de síndrome gripal associados a fatores de risco devem receber o antiviral o quanto antes, seguindo os protocolos vigentes.

    “Não é necessário aguardar a confirmação laboratorial quando existe indicação clínica. O início rápido do tratamento é determinante para reduzir o risco de agravamento e de mortes”, explicou.

    Apesar de não haver, no momento, um aumento significativo de casos, a SES reforça que as ações têm caráter preventivo. De acordo com a secretaria, a experiência dos últimos anos mostra que a preparação antecipada da rede de saúde ajuda a diminuir a pressão sobre os serviços assistenciais e aumenta a capacidade de resposta diante de um possível crescimento das infecções.

    Por fim, a orientação é que os municípios mantenham vigilância ativa, notificação rápida dos casos e integração entre os diferentes níveis de atendimento, como atenção primária, unidades de urgência e hospitais. Essa articulação é considerada fundamental para garantir uma resposta coordenada caso haja aumento das infecções respiratórias durante o período de sazonalidade.

  • Domingo de clássicos e decisões: finais estaduais agitam o futebol brasileiro

    Domingo de clássicos e decisões: finais estaduais agitam o futebol brasileiro

    Rivalidades históricas como Fla-Flu, Gre-Nal e o clássico mineiro marcaram um dia de grandes emoções e definiram títulos importantes no início da temporada.

     

    O domingo (8) foi marcado por fortes emoções no futebol brasileiro. Diversos campeonatos estaduais chegaram ao seu momento decisivo com clássicos históricos que mobilizaram torcedores em todo o país e transformaram a rodada em um verdadeiro espetáculo de rivalidade e tradição.

    Entre os confrontos mais aguardados esteve o duelo entre Flamengo e Fluminense , válido pela final do Campeonato Carioca. O clássico no Estádio do Maracanã reuniu duas das maiores torcidas do país e manteve viva a tradição do histórico Fla-Flu, um dos confrontos mais emblemáticos do futebol brasileiro.


    No Sul, a rivalidade também ganhou destaque com mais um capítulo do tradicional Gre-Nal, colocando frente a frente Sport Club Internacional e Grêmio.

    Já em Minas Gerais, o clássico estadual entre Cruzeiro Esporte Clube e Clube Atlético Mineiro voltou a dividir atenções e emoções entre as torcidas.

    As finais estaduais reforçaram a força das rivalidades regionais, que seguem sendo uma das marcas mais tradicionais do futebol brasileiro. Mesmo com a crescente valorização das competições nacionais e internacionais, os campeonatos estaduais continuam desempenhando um papel importante na cultura esportiva do país.
    Além de decidirem títulos, os clássicos também servem como termômetro para o restante da temporada, indicando o momento das equipes e elevando a confiança dos clubes que iniciam o ano levantando troféus.
    Com estádios cheios, clima de decisão e partidas intensas, o domingo de finais estaduais mostrou que a paixão pelo futebol regional segue viva e continua sendo uma das grandes forças do esporte no Brasil.

  • Flamengo vence o Fluminense nos pênaltis e conquista o 40º título do Campeonato Carioca

    Flamengo vence o Fluminense nos pênaltis e conquista o 40º título do Campeonato Carioca

    Após empate sem gols no tempo normal, Rubro-Negro mostra frieza nas penalidades, vence por 5 a 4 no Maracanã e amplia sua hegemonia no futebol do Rio de Janeiro.

    Flamengo conquistou mais um capítulo importante em sua história ao vencer o Fluminense  e levantar o título do Campeonato Carioca no domingo (8), em uma final marcada por equilíbrio, tensão e muita emoção no Estádio do Maracanã.
    No tempo regulamentar, as duas equipes protagonizaram um clássico intenso, com fortes disputas no meio-campo e boas oportunidades para ambos os lados, mas sem conseguir balançar as redes. A igualdade no placar levou a decisão para as cobranças de pênaltis, aumentando ainda mais o drama da final.


    Nas penalidades, o Flamengo mostrou maior tranquilidade e precisão nas cobranças. Com aproveitamento quase perfeito, o Rubro-Negro venceu por 5 a 4, garantindo o troféu diante de um Maracanã lotado e dominado pela emoção de mais um capítulo do tradicional Fla-Flu.
    Com a conquista, o Flamengo chega ao 40º título estadual, ampliando sua vantagem como maior campeão do torneio e reafirmando sua força no cenário do futebol carioca. A vitória também reforça o momento competitivo da equipe, que segue acumulando conquistas nos últimos anos.

    Do lado tricolor, o Fluminense lutou até o fim e protagonizou uma final equilibrada, digna da rivalidade histórica entre os clubes. O clássico conhecido como Fla-Flu mais uma vez mostrou por que é considerado um dos maiores e mais tradicionais confrontos do futebol brasileiro.
    A festa rubro-negra tomou conta das arquibancadas e das ruas após o apito final, celebrando mais um troféu para a galeria do clube e encerrando o Campeonato Carioca com uma decisão emocionante.

  • Substância presente em medicamentos usados para diabetes e obesidade pode auxiliar no tratamento de vícios, aponta estudo.

    Substância presente em medicamentos usados para diabetes e obesidade pode auxiliar no tratamento de vícios, aponta estudo.

    Estudo da Washington University in St. Louis acompanhou cerca de 600 mil pessoas e apontou que medicamentos como a semaglutida podem ser promissores no auxílio ao controle da dependência de substâncias como álcool, nicotina, cocaína e opioides.

    Um estudo conduzido por pesquisadores da Washington University School of Medicine, em St. Louis, aponta que medicamentos da classe GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, podem representar uma nova estratégia para o tratamento e até para a prevenção da dependência de diversas substâncias ao mesmo tempo.

    A pesquisa analisou registros médicos de mais de 600 mil ex-militares dos Estados Unidos, atendidos pelo sistema público de saúde destinado a veteranos. Todos os participantes tinham diabetes tipo 2 e foram acompanhados por um período de três anos.

    Os resultados indicaram que o uso de agonistas do receptor GLP-1 está associado a um menor risco de desenvolvimento de transtornos relacionados ao uso de substâncias, incluindo algumas das principais drogas associadas à dependência. O estudo também observou redução no risco de eventos graves, como overdoses e mortes, entre pacientes que já apresentavam esse tipo de transtorno.

    O que a pesquisa revelou?

    O principal diferencial do estudo é que, ao contrário dos tratamentos tradicionais — que costumam ser direcionados a uma substância específica, como os adesivos de nicotina usados por fumantes —, os medicamentos baseados em GLP-1 parecem atuar em um mecanismo biológico comum envolvido em diferentes tipos de dependência.

    Segundo o psiquiatra Roberto Ratzke, coordenador da pós-graduação do Hospital Heidelberg, as dependências químicas compartilham mecanismos biológicos semelhantes no cérebro.

    “Existem fatores biológicos comuns envolvidos nas dependências. Um dos principais é a via dopaminérgica mesolímbica, que se estende da área tegmental ventral até o núcleo accumbens — região considerada o centro do prazer e parte fundamental do sistema de recompensa cerebral. Evidências indicam que existem receptores de GLP-1 na área tegmental ventral, o que sugere que essa via de recompensa pode ser modulada pelos análogos do GLP-1”, explica.

    Os pesquisadores explicam que os medicamentos da classe GLP-1 atuam em receptores presentes em regiões do cérebro responsáveis pelo processamento de recompensa.

    Esse sistema cerebral é o que gera sensações de prazer ou satisfação ao realizar determinadas atividades. No caso das dependências, porém, ele acaba sendo “sequestrado” pelas substâncias, passando a estimular repetidamente o comportamento de consumo.

    De forma semelhante ao que ocorre com pacientes com obesidade — que frequentemente relatam o desaparecimento do chamado “ruído alimentar”, ou seja, a obsessão constante por comida —, os cientistas acreditam que o GLP-1 possa produzir efeito parecido em relação às drogas. A substância ajudaria a reduzir a preocupação persistente e o impulso biológico de buscar a droga.

    Segundo Almir Tavares, médico e professor de Neurociências e Psiquiatria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), medicamentos baseados no mecanismo de ação dos hormônios incretínicos podem se tornar aliados importantes no tratamento de diferentes tipos de dependência.

    “É possível que essas drogas se tornem coadjuvantes relevantes no tratamento de vícios relacionados a substâncias ou até a comportamentos, como jogos. No entanto, ainda são necessárias mais pesquisas. É preciso cautela para evitar excesso de entusiasmo ou uso impulsionado pelo mercado”, afirma.

    Prevenção de novos vícios

    O estudo também acompanhou mais de 500 mil pessoas que não tinham histórico de dependência química. Entre aqueles que utilizaram medicamentos da classe GLP-1, o risco de desenvolver algum transtorno relacionado ao vício foi 14% menor.

    A redução variou de acordo com a substância:

    • Opioides: 25% de redução

    • Cocaína: 20% de redução

    • Nicotina: 20% de redução

    • Álcool: 18% de redução

    Um dos pontos considerados mais promissores pelos pesquisadores é o possível uso desses medicamentos no tratamento da dependência de metanfetamina, uma droga para a qual ainda não existe tratamento farmacológico específico.

    Próximos passos

    Apesar dos resultados animadores, os cientistas destacam que o estudo foi observacional, baseado na análise de registros médicos de pacientes com diabetes.

    O próximo passo será a realização de ensaios clínicos controlados, que testem esses medicamentos especificamente como tratamento para dependência em pessoas que não têm diabetes ou obesidade.

    Os pesquisadores também alertam que o GLP-1 não deve ser visto como um tratamento imediato para vícios. As terapias já estabelecidas — como o uso de metadona para dependência de opioides e o acompanhamento psicossocial para transtornos relacionados ao álcool — continuam sendo as principais estratégias de tratamento.