Trump ameaça ataque devastador ao Irã e eleva tensão global: “Pode ser tomado em uma noite”

A crise entre os Estados Unidos e o Irã atingiu um novo patamar de tensão nesta segunda-feira (6), após declarações contundentes do presidente Donald Trump. Em pronunciamento na Casa Branca, o líder norte-americano afirmou que o país poderia “tomar o Irã inteiro em apenas uma noite”, elevando o tom do conflito e acendendo alertas na comunidade internacional.

Trump estabeleceu a terça-feira (7) como prazo final para que Teerã reabra o estratégico Estreito de Ormuz, responsável por cerca de 20% do fluxo global de petróleo. Segundo ele, a não reabertura poderá desencadear uma ofensiva de grandes proporções.

“Se não houver um acordo aceitável, todas as pontes no Irã serão dizimadas à meia-noite e todas as usinas de energia serão demolidas”, declarou o presidente, sugerindo ataques diretos à infraestrutura do país.

As falas foram reforçadas pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que indicou que esta segunda-feira já marcaria o maior volume de ataques desde o início das operações militares, com novas ações previstas para os próximos dias.

A ameaça de atingir infraestrutura civil gerou preocupação imediata. Segundo normas do direito internacional, ataques a alvos civis em conflitos armados podem configurar crimes de guerra, passíveis de julgamento em tribunais internacionais. Autoridades iranianas já manifestaram preocupação com a possibilidade de escalada nesse sentido.

Apesar do discurso agressivo, Trump voltou a apresentar contradições ao comentar a relação com Teerã. Em um primeiro momento, afirmou acreditar que o governo iraniano negocia “de boa-fé”. Em seguida, disse estar “muito chateado” e prometeu que o país “pagará um grande preço”.

O presidente também confirmou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, classificando-a como insuficiente. O Irã, por sua vez, também recusou o acordo, alegando preferir uma solução definitiva para o conflito.

Em meio às declarações, Trump ainda voltou a mencionar interesses estratégicos na região, afirmando que “tomaria o petróleo do Irã” se tivesse essa opção, embora reconheça a pressão interna nos EUA por um fim da guerra.

Com ameaças diretas, aumento das operações militares e negociações travadas, o cenário aponta para dias decisivos — e potencialmente perigosos — no Oriente Médio, com impactos que podem ultrapassar fronteiras e afetar a estabilidade global.