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  • Ministério da Saúde antecipa medidas diante da previsão de aumento de vírus respiratórios entre abril e julho.

    Ministério da Saúde antecipa medidas diante da previsão de aumento de vírus respiratórios entre abril e julho.

    SES orienta municípios a intensificarem a vigilância e a vacinação diante do aumento de casos de síndromes gripais.

    Com a proximidade do período de maior circulação de vírus respiratórios, geralmente entre abril e julho, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) orienta os municípios de Mato Grosso do Sul a reforçarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede de atendimento.

    A medida busca preparar o sistema de saúde para um possível aumento de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) durante os próximos meses.

    Com a aproximação do período de maior circulação de vírus respiratórios, geralmente entre os meses de abril e julho, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) orienta os municípios de Mato Grosso do Sul a reforçarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede assistencial.

    O objetivo é preparar o sistema de saúde para um possível aumento de casos de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) durante esse período.

    Historicamente, os meses mais frios apresentam maior circulação de vírus respiratórios, como Influenza, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus.

    Embora o coronavírus responsável pela Covid-19 não siga um padrão sazonal tão definido quanto outros vírus respiratórios, sua alta capacidade de transmissão, aliada à intensa circulação de pessoas, pode favorecer o aumento de casos ao longo do ano — inclusive fora do período mais frio.

    Diante desse cenário, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) recomenda que os gestores municipais se preparem com antecedência para garantir respostas rápidas caso ocorra aumento na demanda por atendimento nas unidades de saúde.

    Entre as orientações está a organização prévia dos fluxos de identificação de casos, coleta de amostras e notificação oportuna de ocorrências de Síndrome Gripal (SG) e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). As ações devem seguir as Notas Técnicas Estaduais e o Guia de Vigilância Integrada da Covid-19, Influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública.

    A SES também destaca a importância da integração entre as equipes de vigilância epidemiológica e os serviços assistenciais, garantindo que os pacientes recebam atendimento e tratamento adequados mesmo antes da confirmação laboratorial.

    Segundo o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, o planejamento antecipado é essencial para reduzir impactos no sistema de saúde.

    “Nosso objetivo é agir antes de um aumento expressivo de casos. Estamos orientando os municípios a revisarem seus fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado. A prevenção começa com planejamento e resposta rápida”, afirmou.

    A secretaria reforça ainda que a vacinação contra Influenza e Covid-19 continua sendo a medida mais eficaz para evitar complicações, hospitalizações e mortes relacionadas às infecções respiratórias. Além de proteger individualmente, a imunização também contribui para reduzir a circulação dos vírus na comunidade.

    A recomendação é que a população procure as unidades de saúde para manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente os grupos considerados mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.

    Para a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, ampliar a cobertura vacinal neste momento é fundamental.

    “A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir casos graves. Precisamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta atualizada, principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades”, destacou.

    Monitoramento e tratamento precoce

    O monitoramento contínuo da circulação dos vírus respiratórios também é apontado como uma das principais estratégias de controle e prevenção. A identificação dos agentes responsáveis pelas infecções permite avaliar como os vírus estão se espalhando e quais grupos populacionais estão sendo mais afetados, orientando medidas de saúde pública mais eficazes.

    A gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, Lívia Mello, destaca que iniciar o tratamento rapidamente é essencial para evitar a evolução para quadros mais graves.

    Segundo ela, casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e também casos de síndrome gripal associados a fatores de risco devem receber o antiviral o quanto antes, seguindo os protocolos vigentes.

    “Não é necessário aguardar a confirmação laboratorial quando existe indicação clínica. O início rápido do tratamento é determinante para reduzir o risco de agravamento e de mortes”, explicou.

    Apesar de não haver, no momento, um aumento significativo de casos, a SES reforça que as ações têm caráter preventivo. De acordo com a secretaria, a experiência dos últimos anos mostra que a preparação antecipada da rede de saúde ajuda a diminuir a pressão sobre os serviços assistenciais e aumenta a capacidade de resposta diante de um possível crescimento das infecções.

    Por fim, a orientação é que os municípios mantenham vigilância ativa, notificação rápida dos casos e integração entre os diferentes níveis de atendimento, como atenção primária, unidades de urgência e hospitais. Essa articulação é considerada fundamental para garantir uma resposta coordenada caso haja aumento das infecções respiratórias durante o período de sazonalidade.

  • Domingo de clássicos e decisões: finais estaduais agitam o futebol brasileiro

    Domingo de clássicos e decisões: finais estaduais agitam o futebol brasileiro

    Rivalidades históricas como Fla-Flu, Gre-Nal e o clássico mineiro marcaram um dia de grandes emoções e definiram títulos importantes no início da temporada.

     

    O domingo (8) foi marcado por fortes emoções no futebol brasileiro. Diversos campeonatos estaduais chegaram ao seu momento decisivo com clássicos históricos que mobilizaram torcedores em todo o país e transformaram a rodada em um verdadeiro espetáculo de rivalidade e tradição.

    Entre os confrontos mais aguardados esteve o duelo entre Flamengo e Fluminense , válido pela final do Campeonato Carioca. O clássico no Estádio do Maracanã reuniu duas das maiores torcidas do país e manteve viva a tradição do histórico Fla-Flu, um dos confrontos mais emblemáticos do futebol brasileiro.


    No Sul, a rivalidade também ganhou destaque com mais um capítulo do tradicional Gre-Nal, colocando frente a frente Sport Club Internacional e Grêmio.

    Já em Minas Gerais, o clássico estadual entre Cruzeiro Esporte Clube e Clube Atlético Mineiro voltou a dividir atenções e emoções entre as torcidas.

    As finais estaduais reforçaram a força das rivalidades regionais, que seguem sendo uma das marcas mais tradicionais do futebol brasileiro. Mesmo com a crescente valorização das competições nacionais e internacionais, os campeonatos estaduais continuam desempenhando um papel importante na cultura esportiva do país.
    Além de decidirem títulos, os clássicos também servem como termômetro para o restante da temporada, indicando o momento das equipes e elevando a confiança dos clubes que iniciam o ano levantando troféus.
    Com estádios cheios, clima de decisão e partidas intensas, o domingo de finais estaduais mostrou que a paixão pelo futebol regional segue viva e continua sendo uma das grandes forças do esporte no Brasil.

  • Flamengo vence o Fluminense nos pênaltis e conquista o 40º título do Campeonato Carioca

    Flamengo vence o Fluminense nos pênaltis e conquista o 40º título do Campeonato Carioca

    Após empate sem gols no tempo normal, Rubro-Negro mostra frieza nas penalidades, vence por 5 a 4 no Maracanã e amplia sua hegemonia no futebol do Rio de Janeiro.

    Flamengo conquistou mais um capítulo importante em sua história ao vencer o Fluminense  e levantar o título do Campeonato Carioca no domingo (8), em uma final marcada por equilíbrio, tensão e muita emoção no Estádio do Maracanã.
    No tempo regulamentar, as duas equipes protagonizaram um clássico intenso, com fortes disputas no meio-campo e boas oportunidades para ambos os lados, mas sem conseguir balançar as redes. A igualdade no placar levou a decisão para as cobranças de pênaltis, aumentando ainda mais o drama da final.


    Nas penalidades, o Flamengo mostrou maior tranquilidade e precisão nas cobranças. Com aproveitamento quase perfeito, o Rubro-Negro venceu por 5 a 4, garantindo o troféu diante de um Maracanã lotado e dominado pela emoção de mais um capítulo do tradicional Fla-Flu.
    Com a conquista, o Flamengo chega ao 40º título estadual, ampliando sua vantagem como maior campeão do torneio e reafirmando sua força no cenário do futebol carioca. A vitória também reforça o momento competitivo da equipe, que segue acumulando conquistas nos últimos anos.

    Do lado tricolor, o Fluminense lutou até o fim e protagonizou uma final equilibrada, digna da rivalidade histórica entre os clubes. O clássico conhecido como Fla-Flu mais uma vez mostrou por que é considerado um dos maiores e mais tradicionais confrontos do futebol brasileiro.
    A festa rubro-negra tomou conta das arquibancadas e das ruas após o apito final, celebrando mais um troféu para a galeria do clube e encerrando o Campeonato Carioca com uma decisão emocionante.

  • Substância presente em medicamentos usados para diabetes e obesidade pode auxiliar no tratamento de vícios, aponta estudo.

    Substância presente em medicamentos usados para diabetes e obesidade pode auxiliar no tratamento de vícios, aponta estudo.

    Estudo da Washington University in St. Louis acompanhou cerca de 600 mil pessoas e apontou que medicamentos como a semaglutida podem ser promissores no auxílio ao controle da dependência de substâncias como álcool, nicotina, cocaína e opioides.

    Um estudo conduzido por pesquisadores da Washington University School of Medicine, em St. Louis, aponta que medicamentos da classe GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, podem representar uma nova estratégia para o tratamento e até para a prevenção da dependência de diversas substâncias ao mesmo tempo.

    A pesquisa analisou registros médicos de mais de 600 mil ex-militares dos Estados Unidos, atendidos pelo sistema público de saúde destinado a veteranos. Todos os participantes tinham diabetes tipo 2 e foram acompanhados por um período de três anos.

    Os resultados indicaram que o uso de agonistas do receptor GLP-1 está associado a um menor risco de desenvolvimento de transtornos relacionados ao uso de substâncias, incluindo algumas das principais drogas associadas à dependência. O estudo também observou redução no risco de eventos graves, como overdoses e mortes, entre pacientes que já apresentavam esse tipo de transtorno.

    O que a pesquisa revelou?

    O principal diferencial do estudo é que, ao contrário dos tratamentos tradicionais — que costumam ser direcionados a uma substância específica, como os adesivos de nicotina usados por fumantes —, os medicamentos baseados em GLP-1 parecem atuar em um mecanismo biológico comum envolvido em diferentes tipos de dependência.

    Segundo o psiquiatra Roberto Ratzke, coordenador da pós-graduação do Hospital Heidelberg, as dependências químicas compartilham mecanismos biológicos semelhantes no cérebro.

    “Existem fatores biológicos comuns envolvidos nas dependências. Um dos principais é a via dopaminérgica mesolímbica, que se estende da área tegmental ventral até o núcleo accumbens — região considerada o centro do prazer e parte fundamental do sistema de recompensa cerebral. Evidências indicam que existem receptores de GLP-1 na área tegmental ventral, o que sugere que essa via de recompensa pode ser modulada pelos análogos do GLP-1”, explica.

    Os pesquisadores explicam que os medicamentos da classe GLP-1 atuam em receptores presentes em regiões do cérebro responsáveis pelo processamento de recompensa.

    Esse sistema cerebral é o que gera sensações de prazer ou satisfação ao realizar determinadas atividades. No caso das dependências, porém, ele acaba sendo “sequestrado” pelas substâncias, passando a estimular repetidamente o comportamento de consumo.

    De forma semelhante ao que ocorre com pacientes com obesidade — que frequentemente relatam o desaparecimento do chamado “ruído alimentar”, ou seja, a obsessão constante por comida —, os cientistas acreditam que o GLP-1 possa produzir efeito parecido em relação às drogas. A substância ajudaria a reduzir a preocupação persistente e o impulso biológico de buscar a droga.

    Segundo Almir Tavares, médico e professor de Neurociências e Psiquiatria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), medicamentos baseados no mecanismo de ação dos hormônios incretínicos podem se tornar aliados importantes no tratamento de diferentes tipos de dependência.

    “É possível que essas drogas se tornem coadjuvantes relevantes no tratamento de vícios relacionados a substâncias ou até a comportamentos, como jogos. No entanto, ainda são necessárias mais pesquisas. É preciso cautela para evitar excesso de entusiasmo ou uso impulsionado pelo mercado”, afirma.

    Prevenção de novos vícios

    O estudo também acompanhou mais de 500 mil pessoas que não tinham histórico de dependência química. Entre aqueles que utilizaram medicamentos da classe GLP-1, o risco de desenvolver algum transtorno relacionado ao vício foi 14% menor.

    A redução variou de acordo com a substância:

    • Opioides: 25% de redução

    • Cocaína: 20% de redução

    • Nicotina: 20% de redução

    • Álcool: 18% de redução

    Um dos pontos considerados mais promissores pelos pesquisadores é o possível uso desses medicamentos no tratamento da dependência de metanfetamina, uma droga para a qual ainda não existe tratamento farmacológico específico.

    Próximos passos

    Apesar dos resultados animadores, os cientistas destacam que o estudo foi observacional, baseado na análise de registros médicos de pacientes com diabetes.

    O próximo passo será a realização de ensaios clínicos controlados, que testem esses medicamentos especificamente como tratamento para dependência em pessoas que não têm diabetes ou obesidade.

    Os pesquisadores também alertam que o GLP-1 não deve ser visto como um tratamento imediato para vícios. As terapias já estabelecidas — como o uso de metadona para dependência de opioides e o acompanhamento psicossocial para transtornos relacionados ao álcool — continuam sendo as principais estratégias de tratamento.

     

  • Barra FC faz história, derrota a Chapecoense e conquista título inédito do Catarinense

    Barra FC faz história, derrota a Chapecoense e conquista título inédito do Catarinense

    Clube de Balneário Camboriú vence decisão, surpreende favorito e levanta pela primeira vez o troféu estadual, marcando um novo capítulo no futebol de Santa Catarina.

    O Barra Futebol Clube escreveu neste domingo (8) o capítulo mais importante de sua história ao conquistar, de forma inédita, o título do Campeonato Catarinense de 2026. A equipe de Balneário Camboriú superou a tradicional Associação Chapecoense de Futebol na grande decisão e levantou pela primeira vez o troféu estadual desde sua fundação.

    Mesmo diante de um adversário acostumado a disputar finais e com forte tradição no futebol catarinense, o Barra mostrou personalidade dentro de campo. Com uma equipe bem organizada taticamente, intensidade na marcação e eficiência nos momentos decisivos da partida, o time conseguiu neutralizar as principais ações ofensivas da Chapecoense e garantir a vitória histórica.

    Empurrado por sua torcida, o clube de Balneário Camboriú demonstrou maturidade durante toda a decisão, controlando o ritmo do jogo e aproveitando as oportunidades criadas para confirmar a conquista inédita.

     

    Mais do que um simples título estadual, a taça simboliza o crescimento e a consolidação do Barra FC no cenário do futebol catarinense. Fundado recentemente, o clube vem investindo em estrutura, formação de elenco e fortalecimento institucional, o que tem refletido diretamente nos resultados dentro de campo.

    Com a conquista histórica, o Barra FC passa a figurar entre os campeões do estado e reforça sua posição como uma nova força emergente no futebol de Santa Catarina. O título também amplia a visibilidade do clube no cenário nacional e pode abrir portas para participações em competições de maior destaque nas próximas temporadas.

  • Vacina contra dengue do Butantan mantém proteção por até cinco anos e reduz casos graves, aponta estudo inédito.

    Vacina contra dengue do Butantan mantém proteção por até cinco anos e reduz casos graves, aponta estudo inédito.

    Estudo publicado na revista científica Nature Medicine indica eficácia de 65% contra dengue sintomática e superior a 80% contra casos graves da doença; especialistas ressaltam a importância da segurança e do acompanhamento a longo prazo.

    Uma nova análise de longo prazo sobre a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan indica que uma única dose do imunizante pode oferecer proteção por pelo menos cinco anos, além de reduzir de forma significativa o risco de evolução para formas graves da doença.

    Os resultados foram publicados na revista científica Nature Medicine e integram o acompanhamento de um ensaio clínico de fase 3 conduzido no Brasil.

    O estudo monitorou mais de 16 mil participantes com idades entre 2 e 59 anos. Após cinco anos de acompanhamento, a eficácia geral da vacina foi de 65% contra casos sintomáticos de dengue confirmados por exame. Já a proteção contra formas graves da doença ou quadros com sinais de alarme foi ainda maior, alcançando 80,5%.

    A pesquisa também apontou que o imunizante apresentou bons resultados tanto em pessoas que já tiveram dengue quanto naquelas que nunca haviam sido infectadas.

    Entre os participantes que já tinham sido expostos anteriormente ao vírus da dengue, a eficácia da vacina foi de 77,1%. Já entre aqueles que nunca haviam tido contato com o vírus, a proteção registrada foi de 58,9%.

    Para o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, os dados reforçam o potencial do imunizante como uma ferramenta relevante para reduzir hospitalizações e mortes, mesmo que ele não elimine completamente a circulação do vírus.

    Proteção maior contra casos graves

    Kfouri explica que esse comportamento é comum em vacinas contra doenças virais. Segundo ele, o principal objetivo dos imunizantes não é necessariamente impedir todas as infecções, mas evitar as formas mais graves da doença.

    “A eficácia das vacinas costuma ser maior para os desfechos mais graves. Isso acontece com gripe, Covid-19 e outras infecções. O mais importante é reduzir hospitalizações e mortes”, afirma.

    Durante o acompanhamento do estudo, nenhum caso de dengue grave foi registrado entre os participantes vacinados, enquanto episódios da forma grave ocorreram entre aqueles que receberam placebo.

    Desafio dos quatro sorotipos

    A dengue é causada por quatro sorotipos do vírus — DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4 —, e a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan foi projetada para oferecer proteção contra todos eles.

    Entretanto, no período em que o ensaio clínico foi realizado no Brasil, apenas os sorotipos DENV-1 e DENV-2 circularam de forma predominante. Por esse motivo, o estudo não conseguiu avaliar diretamente a eficácia do imunizante contra os outros dois tipos do vírus.

    Entre os participantes que já tinham sido expostos anteriormente ao vírus da dengue, a eficácia da vacina foi de 77,1%. Já entre aqueles que nunca haviam tido contato com o vírus, a proteção registrada foi de 58,9%.

    Para o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, os dados reforçam o potencial do imunizante como uma ferramenta relevante para reduzir hospitalizações e mortes, mesmo que ele não elimine completamente a circulação do vírus.

    PSegurança é ponto central

    A segurança foi um dos principais focos da pesquisa. A dengue apresenta um fenômeno chamado aumento dependente de anticorpos, no qual uma segunda infecção pelo vírus pode resultar em quadros mais graves da doença.

    Por esse motivo, especialistas consideram fundamental garantir que as vacinas contra a dengue não aumentem esse risco.

    “O acompanhamento por cinco anos é essencial justamente para verificar se a vacina não atua como uma infecção prévia que poderia agravar uma futura dengue”, afirma Kfouri.

    No estudo, os eventos adversos graves ocorreram em proporções semelhantes entre os participantes vacinados e aqueles que receberam placebo, sem indícios de problemas de segurança associados ao imunizante.

    Vacina não substitui combate ao mosquito

    Mesmo com o avanço das vacinas, especialistas destacam que o controle do mosquito Aedes aegypti continua sendo fundamental.

    Isso ocorre porque nenhum imunizante oferece proteção total contra a doença, e a transmissão do vírus depende diretamente da presença do mosquito vetor.

    “Vacinação e combate ao mosquito precisam ocorrer de forma conjunta. Quando reduzimos o número de pessoas suscetíveis e, ao mesmo tempo, diminuímos a população de mosquitos, a transmissão da doença tende a cair”, afirma Kfouri.

    Segundo ele, essa estratégia combinada pode gerar efeitos indiretos de proteção, beneficiando inclusive pessoas que não foram vacinadas.

  • Chile se torna o primeiro país das Américas a eliminar a hanseníase como problema de saúde pública, afirma OMS.

    Chile se torna o primeiro país das Américas a eliminar a hanseníase como problema de saúde pública, afirma OMS.

    O sistema de saúde do país manteve vigilância ativa por décadas; o Chile não registra transmissão local desde 1993 e, nas últimas décadas, identificou apenas casos importados da doença.

    O Chile se tornou o primeiro país das Américas — e o segundo no mundo — a ter a eliminação da hanseníase oficialmente reconhecida, segundo anúncio feito nesta quarta-feira (4) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O reconhecimento reflete mais de três décadas sem transmissão local da doença no território chileno.

    De acordo com os organismos internacionais, o último caso da doença originado no próprio país foi registrado em 1993. Desde então, o sistema de saúde chileno manteve um trabalho contínuo de vigilância, com notificação obrigatória e preparo clínico para identificar rapidamente possíveis novos casos.

    A certificação foi concedida após uma avaliação independente que confirmou a ausência de transmissão local e a capacidade do país de detectar e responder prontamente a eventuais casos importados.

    A hanseníase, também chamada de doença de Hansen, é uma enfermidade infecciosa totalmente curável, mas que pode provocar danos permanentes nos nervos e causar incapacidades físicas quando não tratada precocemente. O diagnóstico em estágios iniciais é essencial para evitar complicações.

    A doença é causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, as mucosas das vias respiratórias superiores e os olhos.

    Apesar dos avanços no controle da enfermidade, a hanseníase ainda está presente em mais de 120 países e registra mais de 200 mil novos casos por ano em todo o mundo.

    Mais de 30 anos sem transmissão local

    A hanseníase foi registrada historicamente no Chile no final do século XIX em Rapa Nui, também conhecida como Ilha de Páscoa. No território continental, a presença da doença foi limitada, ocorrendo apenas introduções esporádicas que foram controladas por meio de isolamento e tratamento na própria ilha. Os últimos casos secundários foram tratados no fim da década de 1990. Desde então, o país não registra novos casos originados localmente há mais de três décadas.

    Mesmo sem transmissão interna, a doença nunca deixou de ser monitorada. A hanseníase continuou classificada como enfermidade de notificação obrigatória, com acompanhamento por sistemas integrados de vigilância e preparação clínica permanente em toda a rede de saúde.

    “Esta conquista histórica na saúde pública é uma demonstração clara do que liderança, ciência e solidariedade podem alcançar”, afirmou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

    Segundo ele, o resultado mostra que doenças antigas podem ser superadas quando há compromisso político, serviços de saúde acessíveis, diagnóstico precoce e tratamento universal.

    Avaliação internacional confirmou eliminação

    O reconhecimento da eliminação da hanseníase foi concedido após um processo de avaliação conduzido pela OMS e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a pedido do Ministério da Saúde do Chile.

    Avaliação internacional confirmou eliminação

    A verificação da eliminação da hanseníase no Chile ocorreu após um processo conduzido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a pedido do Ministério da Saúde chileno.

    Em 2025, as entidades reuniram um painel independente de especialistas para avaliar se o país havia alcançado a eliminação da doença e se possuía capacidade de manter esse resultado ao longo do tempo.

    A análise considerou dados epidemiológicos, sistemas de vigilância, protocolos de atendimento e estratégias de sustentabilidade do controle da doença.

    As conclusões confirmaram a ausência de transmissão local e validaram que o país tem estrutura para identificar rapidamente e responder a possíveis casos importados, inclusive em populações não nativas.

    A ministra da Saúde do Chile, Ximena Aguilera, afirmou que o reconhecimento é resultado de décadas de trabalho contínuo em prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

    Segundo ela, o país também mantém o compromisso de garantir atendimento digno às pessoas afetadas pela doença, livre de estigma e discriminação.

    Vigilância e treinamento mesmo com poucos casos

    Mesmo com incidência muito baixa, o Chile manteve ações permanentes de vigilância e capacitação de profissionais de saúde.

    Entre 2012 e 2023, o país registrou 47 casos de hanseníase, todos classificados como importados, sem transmissão local.

    O modelo de atendimento funciona de forma integrada:

    • unidades de atenção primária são a porta de entrada para casos suspeitos;
    • pacientes são encaminhados para serviços especializados em dermatologia;
    • o tratamento e o acompanhamento são realizados com apoio multidisciplinar.

    As equipes de saúde também recebem treinamento alinhado à estratégia “Rumo a Zero Hanseníase”, da OMS. O sistema prioriza diagnóstico precoce, prevenção de incapacidades e acompanhamento contínuo, incluindo suporte com fisioterapia e reabilitação.

    Marco para a região das Américas

    Para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a conquista do Chile representa um marco para a região e demonstra que a eliminação da hanseníase é um objetivo possível.

    O diretor da entidade, Jarbas Barbosa, afirmou que o resultado reforça a importância de sistemas de saúde capazes de identificar rapidamente a doença e garantir atendimento integral às pessoas afetadas.

    Segundo ele, o avanço também contribui para quebrar o ciclo entre doença e pobreza, já que a hanseníase historicamente afeta populações em situação de maior vulnerabilidade social.

    Desde 1995, a OPAS e a Organização Mundial da Saúde (OMS) fornecem gratuitamente aos países das Américas a terapia multidrogas, considerada o tratamento padrão da doença. O acesso contínuo aos medicamentos é fundamental para curar pacientes, evitar sequelas e interromper a transmissão.

    Eliminação não significa fim da vigilância

    A eliminação da hanseníase é definida pela ausência de novos casos autóctones — aqueles que surgem no próprio país — por pelo menos três anos consecutivos após cinco anos sem transmissão.

    Mesmo após o reconhecimento internacional, o Chile deverá manter vigilância permanente e continuar notificando eventuais casos à OMS.

    Entre as recomendações feitas pelo painel de especialistas estão:

    • manter sistemas ativos de monitoramento da doença;
    • preservar a experiência clínica necessária para o diagnóstico;
    • estabelecer um centro nacional de referência;
    • ampliar a capacitação de profissionais de saúde.

      Hanseníase é totalmente curável, mas pode causar sequelas sem tratamento

      A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela afeta principalmente a pele, os nervos periféricos, as mucosas das vias respiratórias superiores e os olhos.

      Quando não tratada, a enfermidade pode provocar lesões permanentes nos nervos e incapacidades físicas. No entanto, a doença é totalmente curável com o uso da terapia multidrogas, e o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações.

      Apesar dos avanços no controle da doença, a hanseníase ainda está presente em mais de 120 países e registra mais de 200 mil novos casos por ano em todo o mundo.

      Com a certificação da eliminação da hanseníase, o Chile passa a ser o 61º país do mundo e o sexto nas Américas a eliminar pelo menos uma doença tropical negligenciada, juntando-se a Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala e México.

      No cenário global, o Chile torna-se o segundo país do mundo a alcançar a eliminação da hanseníase, depois da Jordânia.

     

  • Japão aprova primeiro tratamento com células-tronco para Parkinson; terapia pode começar a ser aplicada em pacientes ainda este ano.

    Japão aprova primeiro tratamento com células-tronco para Parkinson; terapia pode começar a ser aplicada em pacientes ainda este ano.

    O medicamento utiliza células reprogramadas em laboratório para substituir neurônios destruídos pela doença; a tecnologia é baseada em pesquisas que renderam o Prêmio Nobel de 2012.

    O Japão aprovou um tratamento inovador para a doença de Parkinson que utiliza células-tronco para substituir neurônios danificados no cérebro. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (6) e abre caminho para que a terapia comece a ser aplicada em pacientes ainda em 2026.

    O medicamento, chamado Amchepry, foi desenvolvido pela farmacêutica japonesa Sumitomo Pharma e consiste no transplante de células cultivadas em laboratório diretamente no cérebro do paciente.

    De acordo com a empresa, a terapia recebeu uma aprovação condicional e temporária das autoridades de saúde japonesas. Isso permite que o tratamento seja utilizado enquanto novos estudos continuam avaliando sua eficácia e segurança em um grupo maior de pacientes.

    Caso seja disponibilizado no mercado, o medicamento poderá se tornar o primeiro tratamento comercial do mundo baseado em células-tronco pluripotentes induzidas, conhecidas como células iPS

    Células “rejuvenescidas” em laboratório

    As chamadas células iPS são produzidas a partir de células adultas do próprio organismo — como as da pele — que passam por um processo de reprogramação genética para retornar a um estado semelhante ao de células embrionárias.

    Depois dessa reprogramação, elas podem ser diferenciadas em diversos tipos de células do corpo humano.

    A tecnologia foi desenvolvida pelo cientista japonês Shinya Yamanaka, que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 2012 por essa descoberta.

    No novo tratamento, essas células iPS são convertidas em células precursoras de neurônios produtores de dopamina, substância química fundamental para o controle dos movimentos do corpo.

    Na doença de Parkinson, esses neurônios são gradualmente destruídos, o que provoca sintomas característicos como tremores, rigidez muscular e lentidão nos movimentos.

    Como funciona o tratamento

    Em testes clínicos conduzidos por pesquisadores da Universidade de Kyoto, células derivadas de iPS foram implantadas no cérebro de pacientes com Parkinson.

    O estudo incluiu sete voluntários, com idades entre 50 e 69 anos. Cada um recebeu entre cinco e dez milhões de células transplantadas em cada lado do cérebro.

    Segundo os pesquisadores, o procedimento demonstrou segurança e indícios de melhora nos sintomas entre os participantes dos estudos.

    Outra terapia também foi autorizada

    Além do tratamento para Parkinson, o Ministério da Saúde do Japão também aprovou o ReHeart, uma terapia desenvolvida pela startup médica Cuorips.

    A tecnologia utiliza lâminas de músculo cardíaco cultivadas em laboratório, que podem ser aplicadas sobre o coração com o objetivo de estimular a formação de novos vasos sanguíneos e melhorar a função cardíaca em pacientes com insuficiência cardíaca grave.

    De acordo com o governo japonês, ambos os tratamentos devem começar a ser disponibilizados aos pacientes a partir da metade deste ano.

    Uma doença que afeta milhões

    A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico crônico e degenerativo que afeta principalmente o sistema responsável pelo controle dos movimentos.

    Estimativas da Parkinson’s Foundation indicam que cerca de 10 milhões de pessoas vivem com a doença em todo o mundo.

    Embora existam medicamentos capazes de reduzir os sintomas, ainda não há cura nem terapias capazes de restaurar completamente as células perdidas no cérebro. Por isso, tratamentos regenerativos baseados em células-tronco têm despertado grande expectativa entre pesquisadores e especialistas.

  • Substituição de válvulas cardíacas: primeira cirurgia de Ross no Brasil foi realizada há mais de 30 anos em Curitiba; entenda como funciona o procedimento.

    Substituição de válvulas cardíacas: primeira cirurgia de Ross no Brasil foi realizada há mais de 30 anos em Curitiba; entenda como funciona o procedimento.

    A técnica substitui a válvula aórtica comprometida por outra válvula do próprio coração do paciente, superando limitações associadas às próteses mecânicas e aos enxertos de origem animal. O procedimento britânico foi introduzido no Brasil por um cirurgião paranaense.

    Há mais de três décadas, médicos realizaram em Curitiba um procedimento cirúrgico pioneiro no Brasil que ajudou a reduzir o risco de complicações em pacientes com doenças cardíacas. A técnica continua sendo utilizada até hoje, está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e passou a fazer parte da história da medicina no país. Entenda a seguir como funciona o procedimento.

    Em 1995, um paciente foi submetido pela primeira vez no Brasil à chamada cirurgia de Ross, método utilizado para substituir uma válvula aórtica comprometida por outra válvula do próprio coração do paciente.

    A válvula aórtica é uma das quatro válvulas do coração e tem papel fundamental na circulação sanguínea: ela controla a passagem do sangue rico em oxigênio do coração para o restante do corpo.

    Na cirurgia de Ross, a válvula aórtica comprometida é substituída pela válvula pulmonar do próprio paciente, responsável por conduzir o sangue pobre em oxigênio do coração até os pulmões. Já a válvula pulmonar retirada é substituída por um enxerto proveniente de um banco de doadores humanos.

    O procedimento, considerado de alta complexidade, é indicado para pacientes com doenças cardíacas — sejam elas de origem genética ou adquiridas ao longo da vida — que comprometem o funcionamento da válvula aórtica. Por utilizar uma estrutura saudável do próprio coração do paciente, a técnica busca superar limitações dos métodos mais comuns de substituição valvar, como o uso de próteses biológicas de origem animal (geralmente de bovinos ou suínos) ou de válvulas mecânicas fabricadas com ligas metálicas especiais.

    Segundo o cirurgião cardíaco paranaense Francisco Diniz Affonso da Costa, responsável por trazer a técnica do Reino Unido para o Brasil, nenhuma dessas alternativas é considerada totalmente ideal.

    Ele explica que as válvulas biológicas tendem a se deteriorar com o tempo, o que pode exigir uma nova cirurgia após alguns anos. Já as válvulas mecânicas apresentam maior risco de formação de coágulos, obrigando o paciente a utilizar anticoagulantes de forma contínua para reduzir a chance de complicações, como o acidente vascular cerebral (AVC).

    Atualmente, a cirurgia de Ross integra o rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), podendo ser realizada por planos de saúde. O procedimento também é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Cirurgia histórica

    Ao longo de mais de três décadas, o cirurgião cardíaco Francisco Diniz Affonso da Costa já realizou mais de 600 procedimentos utilizando a técnica, criada pelo médico britânico Donald Ross, em 1967.

    A primeira cirurgia de Ross realizada no Brasil ocorreu em 17 de abril de 1995, na Santa Casa de Curitiba. O primeiro paciente a passar pelo procedimento no país foi o paranaense Ademir Ribeiro, natural de Ivaiporã (PR), que atualmente tem 61 anos.

    Ele conta que descobriu o problema cardíaco após começar a apresentar sintomas intensos. “Comecei a sentir muita falta de ar, já não conseguia mais trabalhar, andar ou fazer esforço”, relembra.

    Mais de 30 anos após a operação, o aposentado afirma que não voltou a enfrentar complicações no coração. “Até hoje, nessa válvula, não foi preciso mexer novamente”, relata.

    Após a cirurgia, os pacientes permanecem em acompanhamento médico contínuo. A cada cinco anos, a equipe responsável publica estudos científicos com os resultados do procedimento, analisando a evolução dos pacientes operados e registrando possíveis falhas e melhorias na técnica.

    Segundo o cirurgião Francisco Diniz Affonso da Costa, os dados obtidos ao longo dos anos no Brasil são semelhantes aos relatados por pesquisadores de outros países, indicando que o método vem sendo aplicado com bons resultados no país.

    “É muito positivo perceber que os resultados obtidos no Brasil são praticamente os mesmos observados na Europa e nos Estados Unidos”, afirma.

    A estudante de Direito Gabriely Botjuk, de 20 anos, é voluntária no Hospital Pequeno Príncipe — e sua relação com a área da saúde tem uma história pessoal. Ela nasceu com uma doença cardiovascular e, aos três anos de idade, foi submetida à cirurgia de Ross para a substituição da válvula aórtica.

    “Eu sempre tive uma vida normal, nunca deixei de fazer algo por causa da minha condição. Sempre viajei, fui à escola, participei de passeios e das festas das minhas amigas”, relata.

    Hoje, ela retorna ao hospital apenas uma vez por ano para consultas de acompanhamento. “A cirurgia de Ross me deu a tranquilidade de não precisar ficar pensando quando terei que passar por outra operação. Posso planejar minha vida, pensar em ter filhos e cuidar deles com segurança”, afirma.

    Procedimento de alta complexidade

    Mesmo três décadas após a introdução da cirurgia de Ross no Brasil, a técnica ainda é pouco utilizada no país. Segundo dados do Ministério da Saúde, das quase 10 mil cirurgias de substituição de válvulas cardíacas realizadas anualmente, apenas cerca de 40 utilizam o procedimento de Ross.

    Um dos principais obstáculos para a expansão da técnica é a escassez de profissionais especializados no procedimento. “Entre as cirurgias cardíacas, a cirurgia de Ross é considerada uma das mais complexas”, explica a cirurgiã cardíaca Carolina Limonge, que atualmente se prepara para dominar a técnica.

    Segundo ela, o treinamento exige anos adicionais de formação. “Acredito que serão necessários cerca de cinco anos a mais de preparo até que eu tenha confiança e experiência suficientes para realizar uma cirurgia de Ross de forma independente”, afirma.

    *Com colaboração de Rodrigo Matana, estagiário do g1 Paraná, sob supervisão de Douglas Maia.

  • Renato Gaúcho assume o Vasco e acende a chama da reconstrução em São Januário

    Renato Gaúcho assume o Vasco e acende a chama da reconstrução em São Januário

    Com 282 vitórias na última década, treinador chega cercado de expectativa, promete time ofensivo e reacende a esperança da torcida por uma nova era no clube cruz-maltino.

    A chegada de Renato Gaúcho ao comando do Club de Regatas Vasco da Gama marca o início de um novo capítulo para o clube carioca. O treinador iniciou oficialmente sua trajetória em Estádio São Januário cercado de expectativa e confiança por parte da torcida vascaína, que vê na mudança de comando a oportunidade de uma virada esportiva.
    Renato chega ao Vasco com um currículo de peso. Nos últimos dez anos, o técnico acumulou 282 vitórias no futebol brasileiro, número que o coloca entre os treinadores mais vitoriosos do país no período. A marca reforça a aposta da diretoria em um profissional experiente, capaz de liderar o processo de reconstrução do time e devolver competitividade ao clube.


    Ao longo de sua carreira recente, o treinador construiu trabalhos marcantes em equipes tradicionais como Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense, Fluminense Football Club e Clube de Regatas do Flamengo. Em todos eles, Renato ficou conhecido por montar times ofensivos, competitivos e com forte identidade dentro de campo. A expectativa dentro do Vasco é que o treinador consiga rapidamente implementar seu estilo de jogo e fortalecer o ambiente no vestiário. Nos bastidores, dirigentes acreditam que a personalidade forte e o perfil motivador de Renato podem ser determinantes para recuperar a confiança do elenco e aproximar ainda mais o time da torcida.


    Além do impacto técnico, a chegada do novo comandante também movimentou o ambiente entre os torcedores, que voltaram a demonstrar entusiasmo nas redes sociais e nos arredores de São Januário. Para muitos vascaínos, o início do trabalho representa a esperança de uma nova era de protagonismo no futebol brasileiro.
    Agora, todas as atenções se voltam para os primeiros jogos sob o comando de Renato Gaúcho. O desempenho inicial da equipe será fundamental para consolidar o projeto da comissão técnica e confirmar se o Vasco está, de fato, pronto para iniciar uma nova fase de ambição e competitividade dentro de campo.