Categoria: Política

  • Panamá pede desculpas ao Brasil após deportação de ex-ministro Franklin Martins

    Panamá pede desculpas ao Brasil após deportação de ex-ministro Franklin Martins

    O governo do Panamá pediu desculpas ao Brasil após a deportação do ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social, Franklin Martins, ocorrida na última sexta-feira (6), durante uma conexão no aeroporto da Cidade do Panamá. Segundo as autoridades panamenhas, a retenção foi resultado de um alerta automático nos sistemas de controle migratório e não reflete qualquer posicionamento político contra o ex-ministro brasileiro.

    Ex-ministro Franklin Martins é barrado e deportado ao fazer escala no Panamá  – Noticias R7

    Em carta enviada ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, o chanceler panamenho, Javier Martínez-Acha, afirmou que o episódio ocorreu devido à aplicação de procedimentos administrativos padrão e ressaltou que “não reflete, de forma alguma, a consideração e o respeito” do Panamá por Franklin Martins e por sua trajetória pública.

    Franklin Martins viajava do Rio de Janeiro para a Cidade da Guatemala, onde participaria de um evento acadêmico, quando foi abordado por agentes da imigração panamenha ao desembarcar para a conexão. Segundo relatos do próprio ex-ministro ao Itamaraty, dois policiais à paisana conferiram seu passaporte e o conduziram a uma sala reservada do aeroporto, onde permaneceu cerca de quatro horas.

    Durante esse período, Martins respondeu a um questionário com dados pessoais, foi fotografado e teve suas impressões digitais coletadas. As autoridades também questionaram o ex-ministro sobre sua prisão em 1968, durante a ditadura militar no Brasil.

    O episódio gerou repercussão diplomática, mas o governo panamenho reforçou que a ação foi administrativa e expressou o desejo de manter o respeito e a cordialidade nas relações com o Brasil.

  • Brasil propõe parceria com África do Sul para explorar terras raras e agregar valor aos recursos naturais

    Brasil propõe parceria com África do Sul para explorar terras raras e agregar valor aos recursos naturais

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (9) uma parceria estratégica entre o Brasil e a África do Sul para a exploração de terras raras e minerais críticos. A proposta foi apresentada durante encontro com o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa no Palácio do Planalto, em Brasília.

    Lula recebe presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, nesta  segunda-feira, 9

    Durante a reunião, Lula afirmou que os dois países possuem reservas importantes de minerais considerados essenciais para a transição energética e digital, como os utilizados em baterias, carros elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos. Segundo o presidente brasileiro, a cooperação pode ajudar a evitar que esses recursos continuem sendo exportados apenas como matéria-prima, sem geração de valor industrial.

    O presidente destacou que o Brasil ainda conhece apenas cerca de 30% do seu território em termos de mapeamento geológico. Por isso, defendeu ampliar estudos e levantamentos sobre jazidas minerais tanto no Brasil quanto na África do Sul, com possível cooperação técnica entre os dois países.

    Don't just dig a hole”: Ramaphosa urges realism and readiness at SIDSSA  2025 - SA Profile

    Lula também criticou o modelo econômico histórico baseado na exportação de commodities, citando o exemplo do minério de ferro. Segundo ele, o país vende o recurso bruto e depois precisa importar produtos industrializados por preços muito mais altos.

    “Não podemos repetir com as terras raras o que aconteceu com o minério de ferro. Vendemos a matéria-prima e depois compramos o produto acabado pagando muito mais caro”, afirmou o presidente.

    O chefe do Executivo brasileiro sugeriu ainda a criação de empresas de exploração mineral com participação dos governos brasileiro e sul-africano. O objetivo seria garantir que parte do processo industrial — como refino e fabricação de componentes tecnológicos — ocorra dentro dos próprios países produtores.

    Durante o discurso, Lula também mencionou o histórico de exploração de recursos naturais por potências estrangeiras, citando ouro, prata e diamantes extraídos ao longo da história. Para ele, Brasil e África do Sul precisam transformar suas reservas minerais em desenvolvimento econômico, conhecimento tecnológico e melhoria da qualidade de vida da população.

    As declarações ocorreram durante uma série de encontros bilaterais que resultaram em acordos nas áreas de turismo, comércio, investimentos e cultura. A iniciativa faz parte da estratégia do governo brasileiro de ampliar parcerias com países do chamado Sul Global.

    Apesar de buscar cooperação internacional, o governo brasileiro afirma que não pretende firmar acordos de exclusividade sobre terras raras. O país possui uma das maiores reservas desses minerais no mundo e pretende explorá-las preservando a soberania nacional.

    O tema também tem ganhado relevância na política internacional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a propor uma aliança internacional voltada à exploração e ao fornecimento de terras raras. O Brasil, entretanto, optou por não aderir à iniciativa e tem defendido manter autonomia na gestão de seus recursos estratégicos.

  • Hugo Motta descarta interferência de Trump nas eleições brasileiras e alerta para tensões globais

    Hugo Motta descarta interferência de Trump nas eleições brasileiras e alerta para tensões globais

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta segunda-feira (9) que não acredita que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha interesse em interferir nas eleições brasileiras previstas para outubro de 2026. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Metrópole, na Bahia.

    Hugo Motta, médico da PB, é o novo presidente da Câmara dos Deputados - APM

    Segundo Motta, o governo brasileiro mantém um diálogo positivo com os Estados Unidos. Ele avaliou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem conseguido conduzir uma relação diplomática estável com Washington, mesmo após episódios de tensão comercial envolvendo tarifas aplicadas ao Brasil.

    “O presidente Trump, na minha avaliação, tem buscado muito mais defender as relações comerciais dos países onde ele tem interesse com os Estados Unidos”, disse o deputado. Para ele, o Brasil tem demonstrado capacidade de diálogo e defesa de sua soberania nas negociações com o governo norte-americano.

    Trump ameaça barrar leis até aprovação de projeto eleitoral | G1

    Apesar de descartar interferência direta nas eleições brasileiras, Motta fez críticas ao comportamento do líder norte-americano no cenário internacional. Ele afirmou que a política externa de Trump tem provocado tensão e instabilidade em várias regiões do mundo.

    O presidente da Câmara citou como exemplos ações dos Estados Unidos em países como Venezuela, Irã e Cuba, onde, segundo ele, Washington tem utilizado seu poder militar para pressionar governos e defender interesses estratégicos.

    Motta também avaliou que esse cenário pode provocar uma reconfiguração da ordem mundial e estimular uma corrida por investimentos em defesa entre diferentes países. Nesse contexto, ele defendeu que o Brasil atue como um agente de diálogo internacional e contribua para a reconstrução das relações entre grandes potências.

    Por fim, o parlamentar alertou que decisões individuais de líderes globais podem impactar o comércio e a estabilidade internacional, defendendo atenção da comunidade internacional para evitar desequilíbrios nas relações entre os países.

  • Carlos Viana pede reunião com presidente do STF para discutir decisões que afetam CPMI do INSS

    Carlos Viana pede reunião com presidente do STF para discutir decisões que afetam CPMI do INSS

    O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), solicitou uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, para debater a relação entre o Legislativo e o Judiciário. O encontro foi pedido após decisões recentes da Corte que impactaram diretamente os trabalhos da comissão.

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    Segundo relatos obtidos pela CNN, Viana pretende discutir a necessidade de equilíbrio e harmonia entre os Poderes da República. O convite para a reunião também foi estendido a outros parlamentares que participam da investigação.

    Nas últimas semanas, decisões do STF interferiram em medidas aprovadas pela CPMI. A mais recente foi tomada pelo ministro Flávio Dino, que suspendeu as quebras de sigilo autorizadas pela comissão. Entre elas estava a do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Lulinha teria movimentado R$ 19,5 milhões em quatro anos, revela quebra de  sigilo da CPMI do INSS

    A decisão de Dino ainda será analisada pelo plenário virtual do STF entre os dias 13 e 20 de março. Nesse formato de julgamento, os ministros apresentam seus votos de forma eletrônica, sem sessão presencial.

    Além disso, alguns depoentes que tiveram seus nomes aprovados para prestar esclarecimentos à CPMI conseguiram habeas corpus no STF, o que também gerou insatisfação entre parlamentares.

    De acordo com aliados de Carlos Viana, o senador tem recebido diversas reclamações de congressistas incomodados com as decisões judiciais. Na reunião com Fachin, ele pretende reforçar as prerrogativas constitucionais do Congresso Nacional e defender a necessidade de respeito à atuação das comissões parlamentares de inquérito.

  • Haddad deixará Ministério da Fazenda para disputar governo de São Paulo

    Haddad deixará Ministério da Fazenda para disputar governo de São Paulo

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o comando da pasta na próxima semana para disputar o governo de São Paulo nas eleições de 2026. A informação foi confirmada por fontes próximas ao ministro ouvidas por analistas políticos.

    Fernando Haddad – Wikipédia, a enciclopédia livre

    A expectativa é que Haddad deixe oficialmente o cargo na quinta-feira (19), dentro do prazo previsto pela legislação eleitoral brasileira. Pela regra, ministros e ocupantes de cargos no Executivo que pretendem disputar eleições precisam se desincompatibilizar — ou seja, deixar seus cargos — até seis meses antes do pleito.

    A decisão ocorre após pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que considera estratégica a presença de Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O principal adversário na corrida estadual deverá ser o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Nos bastidores do governo, Haddad demonstrava resistência em deixar o ministério, argumentando que o cenário presidencial era mais favorável para Lula do que em 2022. No entanto, o avanço da polarização na disputa nacional — especialmente após a divulgação de uma pesquisa do Datafolha — acabou pesando na decisão.

    O levantamento indica um possível segundo turno bastante apertado entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro na eleição presidencial de 2026. Diante desse cenário, integrantes do governo avaliam que fortalecer a base política em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, será fundamental.

    Outro fator que favoreceu a escolha foi o desempenho de Haddad nas pesquisas para o governo paulista. Segundo o Datafolha divulgado no domingo (8), o ministro aparece com 31% das intenções de voto, à frente de outros nomes cogitados pelo governo, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

    Apesar disso, Haddad ainda está atrás de Tarcísio de Freitas, que lidera a corrida com 44% das intenções de voto.

    A eventual saída do ministro abre espaço para mudanças na equipe econômica do governo federal, embora o Palácio do Planalto ainda não tenha anunciado oficialmente quem poderá assumir o Ministério da Fazenda caso a candidatura se confirme.

  • Putin reafirma apoio ao novo líder do Irã e aumenta tensão geopolítica com o Ocidente

    Putin reafirma apoio ao novo líder do Irã e aumenta tensão geopolítica com o Ocidente

    O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou apoio ao novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, em meio ao agravamento do conflito que envolve também Estados Unidos e Israel. A manifestação de apoio foi enviada por meio de uma mensagem oficial do Kremlin às autoridades iranianas em Teerã.

    Putin promete 'apoio inabalável' ao novo líder supremo do Irã após morte de  Khamenei em ataques

    No comunicado, Vladimir Putin afirmou que Moscou continuará sendo um “parceiro confiável” do Irã em um momento considerado crítico para a estabilidade da região. A declaração ocorre logo após a confirmação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo iraniano, posição de enorme influência política, religiosa e militar no país.

    Analistas internacionais apontam que o posicionamento da Rússia reforça a aliança estratégica entre Moscou e Teerã, construída ao longo dos últimos anos em áreas como cooperação militar, energética e diplomática. Essa aproximação tem sido observada com preocupação por países do bloco ocidental, especialmente os Estados Unidos e seus aliados na Europa e no Oriente Médio.

    A guerra envolvendo o Irã e forças alinhadas ao Ocidente já vinha elevando o nível de tensão internacional. Com o apoio declarado da Rússia ao novo líder iraniano, especialistas avaliam que o cenário pode aprofundar ainda mais a divisão geopolítica global, formando blocos de influência cada vez mais claros entre potências rivais.

    Além das implicações militares e diplomáticas, o aumento da tensão também gera preocupação em relação à economia mundial. O Oriente Médio é uma das regiões mais estratégicas para a produção e o transporte de petróleo, e qualquer escalada no conflito pode provocar impactos significativos nos preços da energia e nos mercados internacionais.

    Diante desse cenário, governos e organizações internacionais acompanham de perto os desdobramentos da crise, temendo que o conflito regional possa evoluir para uma disputa mais ampla envolvendo grandes potências globais. 🌍

  • Mojtaba Khamenei assume liderança do Irã e eleva tensão no Oriente Médio

    Mojtaba Khamenei assume liderança do Irã e eleva tensão no Oriente Médio

    O Irã anunciou a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país, sucedendo seu pai, Ali Khamenei. A decisão foi confirmada pela Assembleia de Especialistas do Irã em meio ao agravamento das tensões militares no Oriente Médio.

    Escolha de Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã sinaliza aposta  dobrada em guerra com EUA e Israel

    A mudança na liderança ocorre após a morte de Ali Khamenei durante ataques ligados ao conflito que envolve Irã, Estados Unidos e Israel. Desde então, a região tem registrado novos episódios de confrontos e trocas de mísseis entre forças iranianas e aliados do Ocidente, aumentando o temor de uma escalada militar.

    PROFILE - The life and power of Iran's Ayatollah Ali Khamenei

    Com a nomeação, Mojtaba Khamenei passa a ter autoridade sobre as principais decisões políticas e militares do país, incluindo o comando das forças armadas e a condução da estratégia regional do governo iraniano.

    Especialistas avaliam que a transição de poder ocorre em um momento delicado para o Oriente Médio. O cenário preocupa governos ao redor do mundo, que temem que o conflito se amplie e provoque impactos na segurança internacional e na economia global, especialmente no mercado de petróleo.

  • 9 em cada 10 eleitores dizem não se arrepender do voto em 2022

    9 em cada 10 eleitores dizem não se arrepender do voto em 2022

    Uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (9) pelo instituto Datafolha aponta que a grande maioria dos brasileiros não se arrepende do voto para presidente nas eleições de 2022. Segundo o levantamento, 90% dos entrevistados afirmaram que manteriam sua escolha entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

    Luiz Inácio Lula da Silva - Wikipedia, la enciclopedia libre

    O estudo ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais em 137 municípios entre os dias 3 e 5 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

    Ao serem questionados se haviam se arrependido do voto na eleição presidencial de 2022, os entrevistados responderam da seguinte forma:

    • Sim, se arrependeu: 10%

    • Não se arrependeu: 90%

    • Não sabem: 0%

    Na disputa presidencial de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva venceu o então presidente Jair Bolsonaro no segundo turno com 50,9% dos votos, contra 49,1% do adversário.

    O levantamento também detalhou as respostas conforme o voto declarado pelos entrevistados na eleição.

    Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 89% afirmaram não se arrepender do voto, enquanto 11% disseram ter se arrependido e 1% não soube responder.

    Já entre os eleitores de Jair Bolsonaro, 91% declararam que não se arrependem da escolha, e 8% afirmaram ter se arrependido.

    De acordo com o levantamento do Datafolha, os números mostram um nível semelhante de fidelidade entre os eleitores dos dois candidatos que protagonizaram a disputa presidencial mais acirrada das últimas décadas no Brasil.